Month: Abril 2015

Vale do Poio, Redinha – “O Vale Encantado”

Magnífica tarde de BTT hoje!

Meti na cabeça que o destino seria o Vale do Poio na Redinha. Saí de casa logo após o almoço, pelas 13:00 horas. Pus-me a caminho de Pombal junto à linha de comboio, de seguida a Pombal apanhei a estrada principal de alcatrão em direcção a Pousadas Vedras, já aqui em Pousadas Vedras começou o divertimento, fiz direcção pela serra e trilhos ao “Poio Velho”, e foi no fim do último trilho, no vale, que apanhei um trilho novo (pelo menos para mim), este fez parte do Trail de Pombal do último Domingo. Era uma verdadeira parede assim à primeira vista, fiz-me a ele a pé e passados poucos metros começaram a surgir desde logo mais opções (bifurcações), anda pessoal a abrir um trilho enorme desde o vale até à Cabeça da Corte (GR26), evita-se desta forma o “estradão” antigo até lá acima! Tive de o fazer a pé, aquilo é uma parede e muito técnico, mas para descer é um mimo! Muito bom. 🙂

Já na Cabeça da Corte fiz direcção ao que me propus, ir ao Vale do Poio (Novo), já fazia uns bons meses que não dava um salto lá, é mesmo um lugar espectacular, para mais aqui tão perto. Um lanche rápido, paisagem contemplada, ambiente calmo como é característico e fiz o regresso a casa!

Foram apenas 50Klm’s mas que valeram a pena, curioso que em Anços, já de regresso, vi a média, ia com 13,8Km/h! Fartei-me de andar a pé no Poio Velho, mas valeu bem a pena! 😉

Fotos:

Strava:

A Fuga

btt

No próximo dia 2 de Maio realiza-se em Vermoil A 7ª Edição do Desafio BTTralhos, este ano denominado “As Conquistas de D.Quixote”. Este Sábado foi dia dos últimos preparativos tendo a tarde sido reservada para marcar em GPS a fuga, do Rabaçal até Vermoil. Como sempre juntámo-nos em casa do “Zé Peixeiro”, apareceram 12 BTTralhos para o serviço!

O início como de costume foi a rolar até Pombal, junto à linha do comboio, em Pombal havia ainda mais pessoal para se juntar ao grupo, e foi logo em Pombal que tivemos a primeira ameaça de chuva, após 2 minutos resguardados esta lá abrandou e seguimos caminho, direcção Serra do Sicó.

A ideia era seguir até ao Rabaçal pelo caminho mais rápido, depois para cá iriamos fazer na íntegra o percurso que fará parte da fuga no Desafio, para isso seguimos por alcatrão até Pousadas Vedras, o grupo aqui ia num ritmo elevado e estava a custar-me imenso acompanhar, basicamente fui sempre a fazer de vassoura de mim prório até Pousadas Vedras, mas o maior problema ainda estava para vir, já em Pousadas Vedras dizeram-me que seria para subir em direcção ao Sabugueiro, subida essa que já não fazia à anos, é durinha como tudo. Nesta e logo nos primeiros metros vi o pessoal fugir, tendo eu ficado completamente pregado às pernas logo no início, estava em dia não, mas com calma e sem me chatear muito lá fui seguindo ao meu ritmo, o possível. Após o drama da subida e já no topo hidratei um pouco e conhecendo o caminho bem até ao Rabaçal desde ali, subi bastante a moral, tendo a partir daqui conseguido acompanhar o ritmo do grupo, nesta fase já tinha baixado e lá fui acompanhando com maior ou menor dificuldade. Daqui (após o Sabugueiro) seguimos em direcção às Malhadas, zona das quatro lagos e Chanca, nesta fase era tudo bastante mais rolante com o topo aqui e ali mas nada de grave.

A chegada ao Rabaçal foi feita pela Chanca, pelo lado do parapente, a descida estava impossível para mim, pedra muito molhada, eu sem pneu à frente, fiz basicamente tudo a pé, dada a ameaça logo inicial de queda, não quis arriscar, fui a penantes!

Já no Rabaçal e após um reforço rápido num café, era altura de nos fazer-mos ao que fomos, marcar a fuga do Desafio desde ali. O caminho em si é o mais fácil possível de se fazer, não me vou alongar muito acerca deste, quem quiser que venha ver 🙂 .

Do regresso fica apenas o registo e nesta fase sim, uma grande, enorme, chuvada, já nem me chateava com as poças de água, era por onde calhasse, era chuva, chuva e mais chuva. Foi assim praticamente sempre até ao Sabugueiro.

O que posso dizer mais? Dia 2 de Maio apareçam por Vermoil para passarem aquele que será certamente um grande dia de BTT, o pessoal do BTTralhos está super motivado com esta edição, valerá mesmo a pena.

Sabe tudo em: http://bttralhos.blogspot.com

Até Sábado!

O que há para lá da competição?

10665654_386800314807202_203127884_aNo passado Domingo realizou-se em Mortágua a 2ª prova da Taça Nacional de Maratonas 2015, não participei nesta, aliás nem nunca fui federado. No entanto e nos rescaldos feitos pelos atletas via Facebook chamou-me a atenção esta declaração do Paulo Remigio, atleta sobejamente conhecido em todo o mundo do btt cá por Portugal, pelos melhores motivos.

Escreveu então assim:

“Mortágua, segunda prova da Taça Nacional de Maratonas 2015

Desta vez não é fácil escrever.
Muitas emoções senti, durante o pouco menos de um hora que durou para mim esta prova, até decidir por e simplesmente parar … e regressar para a meta.
A última vez que me senti assim, foi quando decidi deixar de “passear de bicicleta” e experimentar a competição. Acho que esse ciclo se completou. Pedalar sem vontade, sem diversão, isso não .. assim não.

Competições: suspendidas por tempo indefinido.
Mas os treinos continuam! diariamente! pois o desporto faz parte de mim e já não sei viver sem ele.”

Não sei se é a decisão correcta ou não, ele lá saberá, no entanto isto fez-me pensar, um pouco até em mim e noutros que vejo por aí. Pensem, sente-se desde sempre e para sempre prazer em competir? Sinceramente acho que não, à vários anos atrás “provei” do veneno da competição, certo que nunca fui federado como já referi, mas participei na promoção nalgumas maratonas também da taça nacional, entre outras. Ao fim de uns anos (poucos) nessa vida quase que deixei de praticar BTT, por vários motivos, um dos quais a suposta falta de resultados e motivações que encontrava na competição. Gostava do conceito da competição mas não me colocava um sorriso no rosto no fim.

A competição exige muito de nós próprios e não só, também de muitos à nossa volta, é bom saber parar quando a tua cabeça o pede, a continuar podes correr o risco de mais dia menos dia nunca mais pegares numa bicicleta, há muito mais para lá do BTT do que propriamwente a competição, os amigos, os cheiros, as serras, a calma, tudo e muito mais.

Claro e felizmente que uma grande parte de nós consegue “sobreviver” e vive intensamente as corridas, sente prazer nisso, ainda bem que assim é. A competição é saudável, existe em tudo, mas vem aquele dia em que te colocam questões na cabeça, nesse momento tens de saber decidir.

Conheço vários casos deste género, como o do Paulo, todos eles sobreviveram e são hoje ainda mais amantes do BTT do que foram enquanto competiam.

Temos de fazer o que gostamos, fora disso, caminhas para o insucesso, pessoal e desportivo.

Diverte-te, em pleno!

Rumaria à praia da Vieira, Leiria

Este Sábado como de costume foi dia de btt, o objectivo principal seria chegar à praia da Vieira, depois o regresso logo se via. Partimos três artistas e uma artista, quatro no total, chega bem! Partimos das Meirinhas, aldeia mesmo aqui ao lado de Vermoil, a minha localidade (que também é aldeia).

A ideia para lá era apanhar na zona da Carreira, perto de Monte Real, a margem do rio Liz e seguir por ele abaixo até à praia da Vieira, assim sendo fizemos bastante alcatrão até aqui, eu até estava num dia que nem me apetecia aquele btt duro do costume, sabia que me iria saber bem esta volta mais por alcatrão e rolante.

Ao pedalar junto das margens do rio Liz apercebi-me ou pareceu-me que este contínua bastante poluído, não que as margens estejam sujas, mas o rio em si, este contínua a apresentar uma tonalidade bastante castanha e turva, cor que não me parece muito normal para um rio saudável, nesse aspecto fiquei bastante desiludido. No entanto, nem tudo era mau, na zona de Monte Real existem campos enormes nas margens deste rio, de cultivo, no geral pareceu-me tudo meio abandonado, mas a erva verdinha e rasteira nestes e a sua enorme extensão até davam um ar de graça à desgraça, sério…!

rio liz

Os quilómetros iam passando até que se chegou ao grande objectivo da volta, a praia da Vieira. Aqui deu-se um salto até quase ao final do paredão das margens do rio Liz, foi altura de várias fotos para registo e “vaidade” 🙂 Após um rápido café e dois dedos de conversa seguimos para a praia do Pedrogão, aqui não houve paragens nem fotos, já tínhamos definido o caminho de regresso e ainda nos faltava uma passagem pela Lagoa da Ervedeira, aqui já na lagoa deram-se mais umas fotos, mais uns toques de conversa e risota e siga, direcção casa.

praia vieira

Após a passagem na lagoa seguimos em direcção ao Coimbrão, a partir daqui fizemos o caminho “normal” para casa, direcção a Monte Redondo, Bajouca, Carnide e finalmente Meirinhas. Sempre por alcatrão, com um ritmo em determinadas alturas “altito”, volta e meia o pessoal carregava!

Não foi uma tarde séria de puro btt, teve pouco de btt, mas foi uma óptima ideia, passei uma tarde a fazer o que gosto, a andar de bike, isso é o que me importa!

Strava:

Sicó a pé

caminhada sicó vilaventura

Trail Running Pombal Sicó

trail pombal sicó

Categorias:

– Iniciação ao Trail 17 km
-Trail Cidade Pombal 25 km
-Ultra Trail Rosa Albardeira 46 km
– Caminhada da Serra à Cidade 15km

REVERTE 100% A FAVOR DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE POMBAL

3º Desafio BTTRolando – Marinha Grande

Dia 30 de Maio de 2015 irá realizar-se na Marinha Grande o 3º Desafio BTTRolando. Este evento vai de encontro ao que gosto realmente no BTT, uma longa distância com um grau de dificuldade alto. Para mais é guiado por GPS e inteiramente grátis!

Será BTT de sol a sol. Venha o dia!

desafio bttrolando

Paris-Roubaix 2015: Top 10 riders to watch

Lousanaika

Bem, à dois anos atrás não pensava de todo voltar à Lousã, pelo menos indo de bike, de Vermoil até lá e voltar! No entanto ontem enchi-me de coragem e decidi ir, era para ter ido no Sábado com amigos, não deu, fui ontem, sozinho. Tinha pela frente cerca de 130Klm’s para fazer, grande parte em Btt.

Gps na bike, uma bifana, água, 4€ e lá fui eu, arranquei por volta das 8:30 da manhã, sem medos, tinha o dia inteiro por minha conta. Os primeiros quilómetros foram feitos em alcatrão, até aos Ramalhais, a partir daqui comecei a apanhar uns estradões de terra batida até à Vila de Santiago da Guarda, das últimas vezes que tinha ido à Lousã nunca tinha ido por aqui, fazia sempre muito mais alcatrão até ao Espinhal, daí comecei a ficar um pouco assustado de estar a “perder” algum tempo logo ao início.

Lá consegui deixar S. Tiago da Guarda para trás e nesta fase fiz um bom bocado de alcatrão até ao Espinhal, sempre a rolar ou a descer, o Espinhal dá o início das grandes subidas até à Lousã. Chegado ao Espinhal já com perto, ou mesmo duas horas feitas parei para um bolo e um cafézinho, precisava de parar para me mentalizar da dureza que iria surgir agora. Gastei os últimos minutos no Espinhal para umas fotos. Sem perder muito mais tempo arranquei e ao fim de 200 metros já estava a entrar nas subidas que me iriam acompanhar até às piscinas da Louçainha, é efectivamente uns bons quilómetros a subir, por vezes bastante inclinados, mas nem tudo é mau aqui, a vista para o vale da Pedra da Ferida acaba por compensar todo o esforço, para mim não são subidas para fazer a correr, são para se ir moendo nas calmas e apreciar as vistas. Passado um bom tempo lá cheguei às piscinas da Louçainha, foi uma sensação de alívio e de dever cumprido, a parte mais dura do percurso ou o pior estava quase a acabar, faltava-me só o estradão que me levaria até ao alto da Catraia na Lousã, nos 900 metros de altitude.

Sem demoras fiz-me na direcção do alto da Catraia, por um estradão no meio da serra onde por vezes se tem a oportunidade de ver veados em liberdade, foi rara a vez que ali passei que não os tenha avistado, à sempre uma excepção e ontem acabei por fazer esse troço todo sem vestígios deles! Foto aqui, foto ali, 13 horas estava no alto da Catraia, já com uma bifana que levei no estômago. O track gps que me deram fazia a descida até à Lousã pelas pistas de DH! Ponderei descer por estrada até à Lousã mas acabei por ir fazer as pistas. Ainda bem que assim foi pois ainda curti à brava por aquela serra abaixo! E o melhor é que nunca caí apesar de várias ameaças!

13:30 Lousã, Vila! Café, reabastecer água e siga fazer caminho de casa. Saí da Lousã pelo caminho de ferro até Miranda do Corvo, foi a primeira vez que fiz por aí, tira uns bons quilómetros à volta tal como eu a conhecia e ganhamos algum tempo.

Após Miranda do Corvo faz-se caminho por um vale até Penela, com pouco a contar, sempre rolante, em alcatrão. Com o cansaço cheguei a Penela sem me aperceber, de repente levantei a cabeça e avistei o castelo lá no alto. Numa volta deste género e apesar de em Penela estar ainda a dezenas de quilómetros de casa é como que já tivesses chegado a casa…incrível, boa sensação!

Em Penela fazes uns topos que apesar de curtos já doem, derivado do elevado número de quilómetros que trazes nas pernas. O objectivo é chegar o mais rápido possível à fábrica dos congelados de Penela, a partir daqui tens uma longa descida até ao Rabaçal, feita por caminhos florestais. No Rabaçal aí sim, já te sentes mesmo em casa, foi hora coca-cola, e fazer caminho até Pombal. Subida aqui, descida ali, mais dor menos dor, cheguei ao cimo do Sabugueiro, com aquela vista fabulosa sobre toda a Sicó a Sul, e o vale de Pousadas Vedras em baixo, as subidas até casa tinham acabado aqui, era agora tempo de rolar sempre nas calmas até casa. Neste intervalo ainda consegui que me vendessem um café por 0.35€ (não tinha mais dinheiro), tiveram pena de mim quando me viram de certeza!

Cheguei a casa às 17:30, com mais um grande dia de btt nas pernas e mente. Venha a próxima!

Fotos:

Strava:

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