Sábado e pela nona edição, realizou-se na Sertã o tradicional ajuntamento de pessoal para a tradicional volta dos 5 empenos. Tinha conhecimento deste evento à anos, desde o início, mas fui adiando e adiando e estava a ser completamente totó, já que terá sido das melhores coisas que fiz em BTT à data(Já lá vamos)! Este ano é que foi mesmo, 9:30 estava no local combinado para a partida, eu e mais uns 38, mais coisa menos coisa!

Cumprimentos feitos, velhos conhecidos abraçados e seguimos! O percurso para mim era à escura, sabia que teria mais de 50Klm’s e menos de 100, relativamente à altimetria deram dados mais concretos, mais de 1000+ e menos de 3000+! Justo!

A volta tem como tradição a deslocação desde a Sertã a Vila de Rei, desconhecia ambos! O ponto forte ou um dos pontos fortes disto é que se espera uns pelos outros (graças a Deus), ninguém fica para trás, é tudo ao molho desde o início ao fim, brutal! A ida para Vila de Rei, falando de BTT agora mais à séria era complicada, muitos pequenos topos, sempre constantes, não havia zonas onde se pudesse rolar e despachar mais serviço, a última subida para o marco geodésico de Vila de Rei mete respeito, fui bastante abaixo nela e temi o pior, o marco era enorme já o estava a ver à distância à tempos, agarrá-lo é que nunca mais, mas como sou chato lá consegui chegar, praticamente em último…ok, em último! Chegámos a Vila de Rei com 35Klm’s julgo, na minha cabeça tinha que fazer mais do dobro ainda até porque a coisa poderia chegar aos 100, para o ano já não me enganam (não devia ter dito isto).

Mas eis que em Vila de Rei e após um magnífico pão com chouriço, dois ice-teas e um café (não se esqueçam), “puff” deu-se o chocapic! O percurso ajudou, não havia tanto topo seguido, as subidas eram mais daquelas de moer, como tal e milagrosamente senti-me bastante melhor (pelo menos a mim pareceu), bota lenha que é sempre a andar. Muito mais fresco, hidratado, mais força, parecia outro ou pelo menos fiquei com essa impressão, até mais fotos tirei, já tinha mais tempo!

Chegamos à Sertã rente ao escuro, posso, devo e digo que curti à brava tudo, percurso, empeno, mas especialmente ver e apreciar o companheirismo e amizade entre os mais antigos e a forma espontânea como recebem os pára-quedistas como foi o meu caso!

Resta-me agradecer ao grande promotor desde o início disto, o Pedro Ferrão, ao mesmo tempo pedir desculpa por só ter ido este ano, que NABO!

As fotos possíveis, não tirei mais porque o pessoal até esperava, mas não tanto!

No Strava: