Passeio a Foz de Alge, Dornes e Ferreira do ZÊzere

O dia hoje começou bem cedo, tinha para hoje reservado fazer um percurso até ao Rio Zêzere, circular um pouco nas margens e regressar, o percurso criei em GPS já faz muito tempo, estava na altura de ir ver o que dava.

As primeiras pedaladas foram em direção a Ansião, até aqui tudo tranquilo, conhecia o percurso, acabei por fazer o habitual. A partir de Ansião começavam as novidades, segui em direção a Chão de Couce, parecia uma aldeia deserta, não sei se pela ainda hora se será assim todo o ano, já não vinha aqui desde os meus tempos de jogador de bola 🙂 , soube bem rever esta aldeia, bonita por sinal.

Os problemas surgiam após esta passagem, subidas atrás de subidas e rio Zêzere nem vê-lo, mas como existe sempre um final para tudo, foi na última subida (a mais dura) que o GPS acusava água 🙂 , estava perto. A descida foi feita em flecha, e eis que me deparo com uma imensidão de água bem lá no fundo de cor verdadeiramente verde claro, para primeira visão nada mal, muito bonito o enquadramento. Acabara de chegar a Foz de Alge!

Foi a partir daqui o grande momento do dia, percorri a GR33 junto do rio, uns metros acima, que me proporcionavam imagens espetaculares, estava verdadeiramente feliz nesta fase do trajeto, já tinha percorrido nesta fase cerca de 70 Klm’s. O passeio ribeirinho levaria-me a Dornes, outra bela localidade com uma enorme bacia de água, notei que aqui se pratica imensos desportos náuticos, deve ser um mimo brutal fazer aquele rio de barco.

Dornes ficou para trás, com ela ficou o rio, os sentido da bússola mudava para Sudoeste, era tempo de chegar a Ferreira do Zêzere, fazer caminho de casa, nesta fase ainda pelo GR33 (Rota a ter em conta). O caminho de volta revelou-se logo de início, previa que iria ser durinho, fui confirmando, não foi canja chegar a Ferreira do Zêzere, ficaram para trás alguns montes, água começava a faltar, fontes nem vê-las, nem cafés, mercearias, nada. Foi com enorme alivio que cheguei a Ferreira do Zêzere, senti aqui a primeira brisa de casa 🙂 , fiz uma invasão rápida ao Dia (supermercado) onde reforcei com 3 litros de água, estava a zeros, café, bolo e siga.

A partir daqui o caminho apontou ao Agroal, ou perto, estive mesmo lá perto, faltava Caxarias, Espite e Memória, desconhecia era a Urqueira, após Caxarias e foi a partir desta localidade que tudo se complicou. Às tantas dei por mim num estradão que era um verdadeiro areal, pedalar, sem hipótese, solução? À pata, mas muito, mesmo muito, como se não chegasse enganei-me no trajeto, sim é possível enganos mesmo com GPS, voltar para trás estava fora de questão, já via areia por todo o lado. Picada aqui, picada ali, a apontar de novo a olho ao trajeto lá acabei por voltar a colocar-me no track. Estava perto de Espite já, quase quase em casa.

A subida para a Memória que já não fazia à anos foi feita nas calmas, esqueçam, mesmo fresquinho faria nas calmas, é dura “pa caraças”, estava finalmente na Memória, agora era praticamente sempre a rolar até casa, ou a descer.

Cheguei a casa por volta das 17:00, alma cheia, foi um bom dia de bike….

A próxima aventura? Está no forno, a ganhar cor…. 😉

Fotos:

Strava:

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2 Comments

  1. Artur Pascoal

    vejo que voltaste em força ao btt e ainda por cima a fazer o que este desporto tem de melhor…. partir á aventura sozinho com o gps sempre na duvida do que poderemos encontrar depois da próxima curva….
    a ver se ganho tb coragem para recomeçar de novo depois de 3 anos a zero…

    • Boas Artur, também fiquei uns tempos parado, não tanto, mas tive. De à sensivelmente dois anos para cá tenho voltado a praticar bem mais. Vai-te custar ao início mas depois acaba por aparecer.

      Em relacção a esta volta é como dizes, é mesmo do que gosto, misturar um pouco mais de aventura com a bike.

      Abraço!

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