O que há para lá da competição?

10665654_386800314807202_203127884_aNo passado Domingo realizou-se em Mortágua a 2ª prova da Taça Nacional de Maratonas 2015, não participei nesta, aliás nem nunca fui federado. No entanto e nos rescaldos feitos pelos atletas via Facebook chamou-me a atenção esta declaração do Paulo Remigio, atleta sobejamente conhecido em todo o mundo do btt cá por Portugal, pelos melhores motivos.

Escreveu então assim:

“Mortágua, segunda prova da Taça Nacional de Maratonas 2015

Desta vez não é fácil escrever.
Muitas emoções senti, durante o pouco menos de um hora que durou para mim esta prova, até decidir por e simplesmente parar … e regressar para a meta.
A última vez que me senti assim, foi quando decidi deixar de “passear de bicicleta” e experimentar a competição. Acho que esse ciclo se completou. Pedalar sem vontade, sem diversão, isso não .. assim não.

Competições: suspendidas por tempo indefinido.
Mas os treinos continuam! diariamente! pois o desporto faz parte de mim e já não sei viver sem ele.”

Não sei se é a decisão correcta ou não, ele lá saberá, no entanto isto fez-me pensar, um pouco até em mim e noutros que vejo por aí. Pensem, sente-se desde sempre e para sempre prazer em competir? Sinceramente acho que não, à vários anos atrás “provei” do veneno da competição, certo que nunca fui federado como já referi, mas participei na promoção nalgumas maratonas também da taça nacional, entre outras. Ao fim de uns anos (poucos) nessa vida quase que deixei de praticar BTT, por vários motivos, um dos quais a suposta falta de resultados e motivações que encontrava na competição. Gostava do conceito da competição mas não me colocava um sorriso no rosto no fim.

A competição exige muito de nós próprios e não só, também de muitos à nossa volta, é bom saber parar quando a tua cabeça o pede, a continuar podes correr o risco de mais dia menos dia nunca mais pegares numa bicicleta, há muito mais para lá do BTT do que propriamwente a competição, os amigos, os cheiros, as serras, a calma, tudo e muito mais.

Claro e felizmente que uma grande parte de nós consegue “sobreviver” e vive intensamente as corridas, sente prazer nisso, ainda bem que assim é. A competição é saudável, existe em tudo, mas vem aquele dia em que te colocam questões na cabeça, nesse momento tens de saber decidir.

Conheço vários casos deste género, como o do Paulo, todos eles sobreviveram e são hoje ainda mais amantes do BTT do que foram enquanto competiam.

Temos de fazer o que gostamos, fora disso, caminhas para o insucesso, pessoal e desportivo.

Diverte-te, em pleno!

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1 Comment

  1. jorge domingues

    A questão é mesmo o que digo a bué! Maratonas nao é btt !

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