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Visita ao Fajão, desde a Lousã

No Sábado o dia começou bem cedo, saltei da cama por volta das 5:20, equipei, pequeno-almoço tomado e segui de carro para a Lousã. Tinha na ideia fazer um track gps criado por mim, no conforto do meu computador e seguir até ao Fajão, voltando de novo à Lousã! Na “ficha técnica” do track tinha cerca de 120Klm’s pela frente com um acumulado a rondar os 4300m+, precisava de começar cedinho!

Às 7:30 estava a sair da Lousã já de bike, em direção a Góis pela Nacional, os primeiros 20Klm’s foram todos feitos em alcatrão, depois de Góis e após um longa subida comecei a entrar na serra e aí sim estava a abandonar o alcatrão para praticamente todo o dia.

O percurso até ao Fajão mostrava-se difícil, com muita subida, eram constantes, as descidas nem davam para descansar, passavam como o vento, mal dava por mim já estava de novo a subir, mentalizei-me que seria algo para o dia inteiro, o objectivo era chegar de dia à Lousã 🙂

Até ao Fajão foi uma constante de saltos entre montes e montes, quando chegava a um topo olhando em redor assustava-me, não tinha por onde fugir, mas o objectivo foi sendo cumprido nas calmas, sempre nas calmas.

Ao fim de +/- 60 Klm’s cheguei ao tão aguardado Fajão, aldeia de Xisto “perdida” a Noroeste de Pampilhosa da Serra, foi tempo para um café, Sumol e reabastecer de água, tinha nesta altura sinais claros de cansaço e só me alentava a falsa esperança que o regresso fosse bastante mais acessível.

Logo à saida desta bela aldeia fui presenteado com uma “parede de escalada”, era o aviso que ignorei para o que me esperava nessa tarde, a falsa descida logo após em alcatrão enganava-me traiçoeiramente, foram 4 Klm’s que seriam um balão de oxigênio, para o que vinha para a frente.

O resto da tarde foi passado a cruzar montes e mais montes pelo meio daquelas serras, apanhei de tudo, por uma vez o track enviou-me por um caminho antigo, bastante fechado, foi um suplicio passar aqueles 600 metros de silvas e mato, mas passei, e vieram mais, mas agora numa subida a pique que me levou ao desespero, não estava fácil, o plano de chegar à Lousã às 19 horas estava a ir por água a baixo, já só queria chegar com alguma luz de dia.

Vários montes cruzados, caibras, beber água choca, era o que se arranjava, os sais ajudavam um pouco ao sabor….

Algumas horas depois, talvez pelas 16 horas avistei lá bem ao longe o que me pareceu ser o Trevim, a esperança aparecia de novo, o problema era atravessar a imensidão de serra ainda pelo meio, mas fui indo e indo e indo, até que cheguei aos Penedos de Góis, e já só me faltava chegar a S.António das Neves, porque ali seria como estar em casa, o resto era descer para a Lousã….

Subi a S.António das Neves pelo lado dos Penedos de Góis, a subida tem cerca de 27% de inclinação e é extensa como tudo, mas sabia que era a última e já não havia nada nem ninguém que me metesse abaixo nesta fase, nunca me soube tão bem pisar o alcatrão do aeródromo, apesar de estar a uns 16Klm’s da Lousã, dali era sempre, sempre a descer, bom, tinha um topo no meio, que equivalia a um amendoim comparado com o que apanhei o dia inteiro….

A chegada à Lousã foi pelas 19:00, hora que previa chegar….foi uma jornada em grande, grande mesmo!

Pequeno Vídeo:

Fotos:

Strava:

Lousã, de volta…

Durante a semana que hoje acaba fui combinando entre amigos uma volta pela Lousã. A ideia seria subir até ao Trevim e a partir daí descer pelos trilhos da Avalanche que ocorre hoje e amanhã. A subida foi feita pelo estradão que sai da Lousã, passa pelo Terreiro das Bruxas e finalmente cruza o Alto da Catraia. A partir do Alto da Catraia e já com 14Klm’s de subida efectuada faltava subir ao Trevim, aqui e apesar de ser a subir durante 8 Klm’s é tudo um pouco mais fácil.

A chegada ao Trevim foi feita já em ritmo baixo, comecei a sentir o peso das pernas da longa subida, para mais já não subia durante tanto tempo seguido à muito. A partir do Trevim seria desfrutar dos trilhos até à Lousã.

Logo ao início optámos por fazer a descida pela classificação do ano transacto da Avalanche. Estava um pouco limitado na bike, levava a Look (não tenho outra) e assisti ao que já previa, um início de trilhos bastante inclinados, escavados, técnicos, nada próprios para descer na minha 986. Fiz muito trilho a pé, a descer o que também não era de todo fácil dada a inclinação. Já mais para baixo e após alguns enganos entrámos por vários estradões a descer, aqui era tudo muito mais fácil, mas não tão emotivo e engraçado. Chegando à estrada de alcatrão que liga Lousã a Castanheira de Pêra optei por abandonar os trilhos e descer nas calmas até à Lousã por estrada, levava também dois furos à frente que tinha ganho à pouco, não tinha grande alternativa.

Para finalizar, foi óptimo regressar à Lousã, contabilizei 33Klm’s no total e trouxe um grande empeno para casa, a repetir sem dúvida! Fiquem-se com as fotos possíveis!

P.S. A serra está carregada de ouriços de castanhas no chão, imensa gente a apanhar….5*

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