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Pedra da Ferida

Ontem foi dia de passeio pedestre pela cascata da Pedra da Ferida. Esta cascata e floresta envolvente situa-se na freguesia do Espinhal.

É fácil chegar até aqui, já dentro da aldeia do Espinhal têm indicações para este lugar.

Visita ao Espinhal

Hoje saí de fininha, na “cigana”, o destino era para ser Ansião mas pelo caminho lembrei-me de esticar um pouco a corda e ir até ao Espinhal. Para lá fiz o caminho corrente que conheço passando pelos Ramalhais, Venda do Brasil, Torre de Vale Todos e finalmente o Espinhal.

O Espinhal é uma aldeia pertencente ao concelho de Penela, aldeia bem pitoresca com inúmeros motivos de visita, desde a Igreja matriz ou a belíssima capela de Santo António do Calvário, passando pela praia fluvial da Louçainha, Pedra Ferida, enfim um sem número de razões para dar um salto até lá.

Obviamente hoje ia sem tempo para ir a todo o lado como tal restringi-me mais ao miolo da aldeia onde aproveitei para um café na pastelaria “Marujo” estabelecimento onde geralmente paro, sempre que estou de passagem.

Era tempo de regressar a casa após algumas fotos, o caminho de regresso fez-se pelo IC3 em direcção a Avelar e a ideia era mesmo vir IC8 acima até Ansião. Isto não foi possível pelo que antes da entrada para a IC8 verifiquei que era interdito esta zona a “bikes”. No cruzamento à procura de alternativas pedi indicações a um camionista que ali apareceu, logo me indicou uma alternativa até Ansião, foi o caminho que tomei, esta ligação secundária apresentou umas belas picadas pelo meio.

Chegado a Ansião e ainda sem levar com um pingo de água em cima foi então altura de levar com ela toda, até à aldeia do Mogadouro nas margens do rio Nabão “comi” com ela toda. Daqui até casa céu quase limpo! Não deu tempo foi para enxugar 😉

Fotos:

Strava:

Pedra da Ferida, Espinhal, Penela

Visitar a Pedra Ferida no Espinhal para mim é sempre motivo de satisfação, ali sinto-me fora de Portugal, isolado só em conjunto com uma natureza viva, misteriosa e que flui por todo o lado. Muitos consideram que este sítio deva permanecer em segredo, pessoalmente acho que este sítio deve ser divulgado, é de um interesse enorme, deve ser preservado é certo mas ao mesmo tempo visitado.

O ponto chave desta área são as cascatas ou a cascata, mas a subida é sinuosa, traiçoeira e deve ser feita com o máximo cuidado, à medida que vais progredindo o trilho torna-se mais escorregadio e trabalhado, as escadarias são de xisto, lavadas pela água que ali se acumula por todo o lado, exige-se atenção, não aconselhável para crianças menores e irrequietas, por vezes avanças com grandes precipícios à tua beira, é necessário cautela.

Ontem e como sempre foi um bom dia para ir à Pedra Ferida!

Fotos:

Lousanaika

Bem, à dois anos atrás não pensava de todo voltar à Lousã, pelo menos indo de bike, de Vermoil até lá e voltar! No entanto ontem enchi-me de coragem e decidi ir, era para ter ido no Sábado com amigos, não deu, fui ontem, sozinho. Tinha pela frente cerca de 130Klm’s para fazer, grande parte em Btt.

Gps na bike, uma bifana, água, 4€ e lá fui eu, arranquei por volta das 8:30 da manhã, sem medos, tinha o dia inteiro por minha conta. Os primeiros quilómetros foram feitos em alcatrão, até aos Ramalhais, a partir daqui comecei a apanhar uns estradões de terra batida até à Vila de Santiago da Guarda, das últimas vezes que tinha ido à Lousã nunca tinha ido por aqui, fazia sempre muito mais alcatrão até ao Espinhal, daí comecei a ficar um pouco assustado de estar a “perder” algum tempo logo ao início.

Lá consegui deixar S. Tiago da Guarda para trás e nesta fase fiz um bom bocado de alcatrão até ao Espinhal, sempre a rolar ou a descer, o Espinhal dá o início das grandes subidas até à Lousã. Chegado ao Espinhal já com perto, ou mesmo duas horas feitas parei para um bolo e um cafézinho, precisava de parar para me mentalizar da dureza que iria surgir agora. Gastei os últimos minutos no Espinhal para umas fotos. Sem perder muito mais tempo arranquei e ao fim de 200 metros já estava a entrar nas subidas que me iriam acompanhar até às piscinas da Louçainha, é efectivamente uns bons quilómetros a subir, por vezes bastante inclinados, mas nem tudo é mau aqui, a vista para o vale da Pedra da Ferida acaba por compensar todo o esforço, para mim não são subidas para fazer a correr, são para se ir moendo nas calmas e apreciar as vistas. Passado um bom tempo lá cheguei às piscinas da Louçainha, foi uma sensação de alívio e de dever cumprido, a parte mais dura do percurso ou o pior estava quase a acabar, faltava-me só o estradão que me levaria até ao alto da Catraia na Lousã, nos 900 metros de altitude.

Sem demoras fiz-me na direcção do alto da Catraia, por um estradão no meio da serra onde por vezes se tem a oportunidade de ver veados em liberdade, foi rara a vez que ali passei que não os tenha avistado, à sempre uma excepção e ontem acabei por fazer esse troço todo sem vestígios deles! Foto aqui, foto ali, 13 horas estava no alto da Catraia, já com uma bifana que levei no estômago. O track gps que me deram fazia a descida até à Lousã pelas pistas de DH! Ponderei descer por estrada até à Lousã mas acabei por ir fazer as pistas. Ainda bem que assim foi pois ainda curti à brava por aquela serra abaixo! E o melhor é que nunca caí apesar de várias ameaças!

13:30 Lousã, Vila! Café, reabastecer água e siga fazer caminho de casa. Saí da Lousã pelo caminho de ferro até Miranda do Corvo, foi a primeira vez que fiz por aí, tira uns bons quilómetros à volta tal como eu a conhecia e ganhamos algum tempo.

Após Miranda do Corvo faz-se caminho por um vale até Penela, com pouco a contar, sempre rolante, em alcatrão. Com o cansaço cheguei a Penela sem me aperceber, de repente levantei a cabeça e avistei o castelo lá no alto. Numa volta deste género e apesar de em Penela estar ainda a dezenas de quilómetros de casa é como que já tivesses chegado a casa…incrível, boa sensação!

Em Penela fazes uns topos que apesar de curtos já doem, derivado do elevado número de quilómetros que trazes nas pernas. O objectivo é chegar o mais rápido possível à fábrica dos congelados de Penela, a partir daqui tens uma longa descida até ao Rabaçal, feita por caminhos florestais. No Rabaçal aí sim, já te sentes mesmo em casa, foi hora coca-cola, e fazer caminho até Pombal. Subida aqui, descida ali, mais dor menos dor, cheguei ao cimo do Sabugueiro, com aquela vista fabulosa sobre toda a Sicó a Sul, e o vale de Pousadas Vedras em baixo, as subidas até casa tinham acabado aqui, era agora tempo de rolar sempre nas calmas até casa. Neste intervalo ainda consegui que me vendessem um café por 0.35€ (não tinha mais dinheiro), tiveram pena de mim quando me viram de certeza!

Cheguei a casa às 17:30, com mais um grande dia de btt nas pernas e mente. Venha a próxima!

Fotos:

Strava:

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