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Pelos caminhos do Rabaçal

Aproveitando o meu período de férias decidi ontem juntamente com o Márcio uma visita à aldeia do Rabaçal (http://www.rabacal.net/index.php), esta aldeia encontra-se num vale com a mesma denominação. Esta aldeia é bastante popular na zona Sicó, derivado não só da sua grande actividade agro-pastorícia e alimentar (os queijos bem como o azeite são de elevada qualidade e reconhecidos), bem como altamente importante em termos históricos, esta situa-se relativamente perto de Condeixa com as suas ruínas romanas, encontrando-se nesta vários monumentos da era romana e sua presença em Portugal.

A caminho do Rabaçal percorremos boa parte da serra de Sicó, na encosta mais este, pelo caminho ficou Pousadas Vedras, o Canhão do Vale do Poio na Redinha, Degracias, 4 Lagoas e Chanca. A zona entre Degracias e 4 Lagoas foi este Verão visitada por um incêndio que deixou aquela zona de serra que é belíssima com um manto negro desolador, é frustrante ver o fogo dissipar parques naturais mas é com bastante satisfação ver agora esta mesmo a recuperar.

Chegados ao Rabaçal com cerca de 40 quilómetros feitos era hora de almoço, aqui não há dúvidas a casa é sempre a mesma, “Restaurante O Cantinho da Clotilde”, fixem este nome! A comida aqui é como se fosse caseira, ou caseira mesmo, não contem com pratos sofisticados, aqui manda a chanfana, o cozido e as caras de bacalhau, as bebidas são de 1,5 litros e rodam por todos no restaurante, é o verdadeiro “BBB”, bom , bonito e barato!

No regresso fizemos a encosta oposta do vale, percorrendo o sopé do Germanelo (castelo), Jerumelo, uma outra séria de montes, acabando nos moinhos do Outeiro, seguimos daqui em direcção a Poço dos Cães fazendo a partir daqui caminho para acasa sempre por alcatrão, ou quase!

Fotos:

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Serra do Branco, a mal-amada

Sábado não tive muita disponibilidade para pedalar, de tarde lá consegui arranjar duas “horitas” e decidi aproveitar. Saí de casa meio sem destino e com o tempo contado, fui pedalando lentamente até que me lembrei de dar um salto até à Serra do Branco, na zona da Memória e Portela da Memória, já não ia para lá faz anos e achei boa ideia reviver um pouco do passado e ver em que estado se encontravam alguns dos caminhos que antigamente fazia por lá mais regularmente.

A Serra do Branco é pequena, não tem muita pedra mas tem bastante barro, é também uma zona de constante sobe e desce, é difícil ver os quilómetros a passar, subidas a passar vês muitas 🙂

Derivado da chuva dos últimos tempos não foi surpresa encontrar aquele “barrinho” todo a agarrar-se aos pneus, estava tudo muito enlameado, a serra contínua igual a si mesma, difícil, nem sempre se anda com um sorriso de orelha a orelha e daí ser uma zona pouco apetecível para o pessoal do BTT. Ao iniciar-me nesta “onda” do btt à alguns anos atrás era frequente vir até aqui, normalmente com mais pessoal, mas muitas vezes sozinho, soube bem voltar passado estes 3/4 anos e ver “in-loco” de novo esta zona/serrinha!

Fotos:

Strava:

Serra de Sicó, a passeata!

Hoje foi dia de mais um passeio descontraído pela Serra de Sicó. Rumei até às antenas, ponto mais alto da Sicó na localidade dos Ramalhais. Normalmente tens duas opções para subir às antenas: ou pela “testa” que é o caminho mais complicado ou então pelo estradão do lado Norte, dizem ser mais acessível ou simples, para mim são os dois complicados! Como tal optei por inventar a minha própria subida às antenas, ou parte, nos Ramalhais e um pouco antes da “testa” subi por um estradão meio fechado e secundário, era a ver o que dava. Acabei por ter de fazer algumas partes a pé e saltar pedra sobre pedra, aquilo começou a fechar, entretanto lá consegui chegar a um outro caminho secundário que me deu acesso via parte sul ao trilho do “Mota”. Fiz o trilho em sentido contrário rumando às antenas, a chuva estava a começar, o frio intensificava-se à medida que ia subindo. Chegado Às antenas foi tempo para umas selfies entre mim a bike e a paisagem, o frio era intenso e não tinha impermeável, a roupa molhada não ajudava, desci rapidamente em direcção ao campo de futebol de Pousadas Vedras ou ex campo, pelo trilho do caçador, apesar da pedra molhada até se faz bem!

Já cá em baixo rumei a Pombal pela serra abaixo, ainda estava com ideias de ir ver um outro trilho que para lá andam a abrir, estive na entrada deste mas optei por não fazer pois deu ideia que me ia levar um pouco de volta atrás, estava frio, molhado e era má ideia fazer-me a ele, ou estar a fazer experiências todo encharcado. Fica para outro dia!

Fotos:

Strava:

Rescaldo Raid Vilaventura – Vila Cã

IMG_0614A previsão de bom tempo dada pela organização ao início da semana começou a ir literalmente água abaixo com o aproximar do evento, a previsão era de chuva intensa para Sábado e Domingo (hoje) estando a região mesmo sobre aviso amarelo.

Tendo eu feito a inscrição para o evento estava disposto a tudo, com chuva, sem chuva, muita ou pouca. Confirmou-se, quando acordei por volta das 7 horas chovia nas horas, ponderei, enchi-me de coragem e lá decidi ir, era o que desse e viesse.

Em Vila Cã por volta das 8:30 não chovia, apesar de estar bastante enublado, quando acabei de colocar o dorsal na “burra” começou a dita, envergonhada mas consistente, estava lançado o dado para a manhã, aqui a dúvida seria os 30 ou 50 quilómetros, logo se via, conforme o terreno e disposição.

Os primeiros quilómetros foram feitos por estradões envolventes a Vila Cã com direcção à Arroteia na Sicó, apesar da chuva não se formava muita lama tirando uma zona pequena aqui e acolá, volta e meia. A descida do cabaz florido debaixo de chuva aqui já mais intensa tornava-se numa aventura, exigia-se olhos bem abertos para não se correr o risco de ficar pelo caminho com um trambolhão, a pedra molhada na Sicó escorrega, escorrega mesmo, como em nenhum outro lugar!

Terminada esta fase iríamos fazer o percurso inverso pela estrada do Vale em direcção à aldeia com este mesmo nome, o reforço estava localizado logo ao início deste, após uma primeira picagem de controle, deveria ter uns 15 quilómetros feitos até aqui. Reforço bem composto com tudo o necessário à excepção dos pastéis de nata que são um mimo e um bolo caseiro 5 estrelas!

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E foi após o reforço que começou o verdadeiro banho de água, o trilho tornou-se basicamente num rio que subíamos, a chuva era de uma intensidade que mal se via a 50 metros de distância, ainda por cima constante, já nem me chateava, melhor nunca me chateie, mas estava a ser meio radical este Raid. A separação para o passeio fazia-se ao quilómetro 18, a chegar à aldeia, parvo como sou fui para os 50!!!! Já que era para banhos que fosse em grande.

Foi pouco após a separação que fiquei sem suspensão, deixou de trabalhar, prendeu completamente, neste terreno e com as condições que estavam decidi desistir e regressar pelo caminho mais “soft” a Vila Cã, fiquei com apenas 2 cm de curso nela e estava a fazer um barulho meio esquisito ao bater, era como se batesse em ferro no fim desses 2 cm! Vamos ver…

Se gostei? A malta desta organização é 5 estrelas, é impossível dizer que não. Se voltava? Assim que tenha suspensão 🙂

Strava:

Sempre bom regressar ao Vale do Poio, Redinha

Já fazia tempo que tinha em mente um regresso ao Vale do Poio, hoje foi o dia. Já fui a muito sítio, mas aqui consigo arranjar uma certa paz e calma que aqui à volta não se encontra facilmente, só mesmo aqui! Para quem nunca visitou aconselho, não é obrigatório ir de bicicleta ou a pé, tem bom acesso de carro pela aldeia do Poio, depois e aí sim aconselho uma caminhada pelo canhão do Poio. Vale muito a pena, muito mesmo.

Para terem uma ideia na encosta oposta onde me encontrava ao chegar andavam a fazer escalada, o silêncio é tanto que facilmente ouvia as pessoas a falar do outro lado, foi mais difícil situá-los pelo olhar do que pela audição, incrível.

Fiz um pequeno vídeo que dá para perceber um pouco do que aquilo representa, pelo menos, acho eu! Mas o melhor é visitar…

Fotos:

Vídeo Youtube:

Strava:

Volta Tranquila pelo Sicó

Acordar bem cedinho e pedalar! Hoje não estava previsto, custou a sair de casa, mas depois, impecável! Foi uma voltinha tranquila, sempre nas calmas por terras de Sicó, na margem sul, passagem pela Aldeia do Vale, Urqueira, Ramalhais, Abiúl e casa.

Esteve uma neblina matinal fantástica, boa temperatura e umas uvas pelo caminho que sabiam a mel. Muito bom!

Fiquem-se com as fotos!

Strava:

Passeio Matinal pela Serra do Sicó

Fiquem-se com as fotos de um pequeno passeio hoje pela serra do Sicó. Estava uma neblina matinal muito bela proporcionado bons momentos e paisagens! Apesar de curto foi um passeio que soube bem!

Fotos:

Strava:

Passeio a Foz de Alge, Dornes e Ferreira do ZÊzere

O dia hoje começou bem cedo, tinha para hoje reservado fazer um percurso até ao Rio Zêzere, circular um pouco nas margens e regressar, o percurso criei em GPS já faz muito tempo, estava na altura de ir ver o que dava.

As primeiras pedaladas foram em direção a Ansião, até aqui tudo tranquilo, conhecia o percurso, acabei por fazer o habitual. A partir de Ansião começavam as novidades, segui em direção a Chão de Couce, parecia uma aldeia deserta, não sei se pela ainda hora se será assim todo o ano, já não vinha aqui desde os meus tempos de jogador de bola 🙂 , soube bem rever esta aldeia, bonita por sinal.

Os problemas surgiam após esta passagem, subidas atrás de subidas e rio Zêzere nem vê-lo, mas como existe sempre um final para tudo, foi na última subida (a mais dura) que o GPS acusava água 🙂 , estava perto. A descida foi feita em flecha, e eis que me deparo com uma imensidão de água bem lá no fundo de cor verdadeiramente verde claro, para primeira visão nada mal, muito bonito o enquadramento. Acabara de chegar a Foz de Alge!

Foi a partir daqui o grande momento do dia, percorri a GR33 junto do rio, uns metros acima, que me proporcionavam imagens espetaculares, estava verdadeiramente feliz nesta fase do trajeto, já tinha percorrido nesta fase cerca de 70 Klm’s. O passeio ribeirinho levaria-me a Dornes, outra bela localidade com uma enorme bacia de água, notei que aqui se pratica imensos desportos náuticos, deve ser um mimo brutal fazer aquele rio de barco.

Dornes ficou para trás, com ela ficou o rio, os sentido da bússola mudava para Sudoeste, era tempo de chegar a Ferreira do Zêzere, fazer caminho de casa, nesta fase ainda pelo GR33 (Rota a ter em conta). O caminho de volta revelou-se logo de início, previa que iria ser durinho, fui confirmando, não foi canja chegar a Ferreira do Zêzere, ficaram para trás alguns montes, água começava a faltar, fontes nem vê-las, nem cafés, mercearias, nada. Foi com enorme alivio que cheguei a Ferreira do Zêzere, senti aqui a primeira brisa de casa 🙂 , fiz uma invasão rápida ao Dia (supermercado) onde reforcei com 3 litros de água, estava a zeros, café, bolo e siga.

A partir daqui o caminho apontou ao Agroal, ou perto, estive mesmo lá perto, faltava Caxarias, Espite e Memória, desconhecia era a Urqueira, após Caxarias e foi a partir desta localidade que tudo se complicou. Às tantas dei por mim num estradão que era um verdadeiro areal, pedalar, sem hipótese, solução? À pata, mas muito, mesmo muito, como se não chegasse enganei-me no trajeto, sim é possível enganos mesmo com GPS, voltar para trás estava fora de questão, já via areia por todo o lado. Picada aqui, picada ali, a apontar de novo a olho ao trajeto lá acabei por voltar a colocar-me no track. Estava perto de Espite já, quase quase em casa.

A subida para a Memória que já não fazia à anos foi feita nas calmas, esqueçam, mesmo fresquinho faria nas calmas, é dura “pa caraças”, estava finalmente na Memória, agora era praticamente sempre a rolar até casa, ou a descer.

Cheguei a casa por volta das 17:00, alma cheia, foi um bom dia de bike….

A próxima aventura? Está no forno, a ganhar cor…. 😉

Fotos:

Strava:

Se não te apetece, vai.

Fazia hoje sensivelmente uma semana que não pegava em nenhuma bike, nem olhar para elas, são dias…mas hoje, ao fim do dia de trabalho decidi mesmo contra vontade dar uma volta. As voltas ao fim de dia podem tornar-se enfadonhas, chatas, sem história, percorremos muitas vezes os mesmo percursos vezes sem fim, o tempo não permite muito mais durante a semana, era esse mesmo motivo que hoje me estava a impedir de sair, afinal era mais uma volta pela Sicó, só isso…

Saí de casa por volta das 19:00, rumei em direção a Pombal com a ideia de já nesta cidade apanhar o Cabaz Florido, sítio onde gosto muito de passar e assim nada seria tão “chato”, o resto logo se via. O céu e horizonte hoje apresentava uma cor alaranjada, não estava muito muito a ser tão igual como costume, decidi que seria algo mesmo na “descontra”, sem pressas e esta terá sido a melhor ideia que tive até hoje.

Ao entrar na serra tentei ver as coisas de maneira diferente e imaginar que seria a primeira vez que lá passaria, o ambiente estava diferente, não sei, a famosa diagonal que liga o cabaz florido à aldeia do vale, esse single “maldito” acabei por fazer pela primeira vez sem pôr o pé no chão, a descontração era total.

Depois veio a aldeia do vale, onde já passei, talvez umas 3500 vezes, mas hoje estava diferente, até as casas, as renovadas estão muito bem integradas na aldeia e no seu ser, nunca tinha reparado nisso, o turismo rural, sim, aqui parece que funciona, vêm pessoas de fora usufruir disto e eu que sou de cá nunca lhe terei dado o devido valor? A parte “chata” foi a subida para o pesadelo da serra, a pedreira, aqui sim, tudo igual, como ontem e como amanhã, o buraco é enorme, nunca mais tem remédio, enfim! P.S. E apresenta perigo, a meu ver…

O final da volta pela serra foi e para finalizar em grande pelo vale a sul do eco, aqui sim, hoje passei lá à hora certa, as cores estavam sublimes, fiquei impressionada em como aqui tão perto, tenha afinal coisas tão “cool”. A natureza apresenta-se sempre de forma diferente, nós só temos de fazer as coisas de forma diferente também.

Moral da história, por vezes um mau dia, poderá ser um excelente dia. Se não te apetece vai, podes confirmar.

Fotos:

Strava:

À descoberta do Coentral

O dia ontem (sábado) começou bem cedo, às 7:00 da manhã estava já em cima da bike rumo à aldeia do Coentral, em Castanheira de Pêra. Tinha desenhado o track em casa, através do Google Maps e incluía passagem por Ansião, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pêra, Lousã, Miranda do Corvo, Penela, Rabaçal e casa, estava previsto uma barrigada de bike.

Até Ansião fiz bastante alcatrão pelo caminho comum quando para lá vou de bike, as surpresas estavam guardadas para depois, e foi a partir de Ansião, ainda por alcatrão que entrei rumo ao desconhecido. Ao aproximar-me de Figueiró começaram a aparecer os primeiros troços de terra batida, juntamente com os “problemas”, aquela que até ali se mostrava uma volta rolante tornou-se a partir daqui mais dura, foi sempre no “mato” até esta vila (Figueiró).

Chegado a Figueiró pensava como seria o troço até Castanheira, estava a prever o pior mas enganei-me, foi sempre a rolar por alcatrão pela nacional 236-1 (julgo), foi um salto até Castanheira de Pêra, cheguei por volta das 11:00 da manhã a esta localidade, aproveitei para comer aquela que terá sido por ventura a pior bifana alguma vez feita em Portugal, mas pronto, acabou por saber bem, sabia que a partir dali até à Lousã seria difícil encontrar sítio para comer ou comprar água.

Foi após Poço de Corga em Castanheira que surgiu a primeira grande subida, 7Klm’s sempre a trepar até ao parque eólico de S.António das Neves, as horas passavam e a visita ao Coentral começava a ficar comprometida, estava a ficar muito tarde, e optei por não descer para a aldeia, fiz o contorno da Serra em direcção ao Trevim, ou lá perto, nesta fase ainda deu para banhos e enganos no trajecto, obrigando-me a uma subida imprevista a pé por um corta fogo, tinha sido escusado mas na altura foi a opção que tomei. 🙂

Já no alto da Catraia, na Lousã desci para a vila por Alcatrão, passando pelo Candal, estava sem água e já com pouco dinheiro, era a alternativa a não passar sede 🙂

Meti os pés na Lousã às 14:55, já com cerca de 96Klm’s feitos, faltava o regresso a casa. Este foi feito a uma ritmo médio pelo caminho que costumo utilizar, quase na sua totalidade por alcatrão, o track ainda me tentou desviar mas não havia condições, estava cada vez mais “morto”. Pelo caminho parei em quase todos os apeadeiros para sumos e águas, bebi mais de 5 litros de líquidos nesse dia, de certeza 🙂

A chegada a casa fez-se pelas 18:30, com 166,5Klm’s nas pernas, a previsão era de 138, também não foi muito mais.

Uma dia que era para ser normal, que se tornou “Epic”.

Fotos:

Strava:

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