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Rescaldo Raid Vilaventura – Vila Cã

IMG_0614A previsão de bom tempo dada pela organização ao início da semana começou a ir literalmente água abaixo com o aproximar do evento, a previsão era de chuva intensa para Sábado e Domingo (hoje) estando a região mesmo sobre aviso amarelo.

Tendo eu feito a inscrição para o evento estava disposto a tudo, com chuva, sem chuva, muita ou pouca. Confirmou-se, quando acordei por volta das 7 horas chovia nas horas, ponderei, enchi-me de coragem e lá decidi ir, era o que desse e viesse.

Em Vila Cã por volta das 8:30 não chovia, apesar de estar bastante enublado, quando acabei de colocar o dorsal na “burra” começou a dita, envergonhada mas consistente, estava lançado o dado para a manhã, aqui a dúvida seria os 30 ou 50 quilómetros, logo se via, conforme o terreno e disposição.

Os primeiros quilómetros foram feitos por estradões envolventes a Vila Cã com direcção à Arroteia na Sicó, apesar da chuva não se formava muita lama tirando uma zona pequena aqui e acolá, volta e meia. A descida do cabaz florido debaixo de chuva aqui já mais intensa tornava-se numa aventura, exigia-se olhos bem abertos para não se correr o risco de ficar pelo caminho com um trambolhão, a pedra molhada na Sicó escorrega, escorrega mesmo, como em nenhum outro lugar!

Terminada esta fase iríamos fazer o percurso inverso pela estrada do Vale em direcção à aldeia com este mesmo nome, o reforço estava localizado logo ao início deste, após uma primeira picagem de controle, deveria ter uns 15 quilómetros feitos até aqui. Reforço bem composto com tudo o necessário à excepção dos pastéis de nata que são um mimo e um bolo caseiro 5 estrelas!

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E foi após o reforço que começou o verdadeiro banho de água, o trilho tornou-se basicamente num rio que subíamos, a chuva era de uma intensidade que mal se via a 50 metros de distância, ainda por cima constante, já nem me chateava, melhor nunca me chateie, mas estava a ser meio radical este Raid. A separação para o passeio fazia-se ao quilómetro 18, a chegar à aldeia, parvo como sou fui para os 50!!!! Já que era para banhos que fosse em grande.

Foi pouco após a separação que fiquei sem suspensão, deixou de trabalhar, prendeu completamente, neste terreno e com as condições que estavam decidi desistir e regressar pelo caminho mais “soft” a Vila Cã, fiquei com apenas 2 cm de curso nela e estava a fazer um barulho meio esquisito ao bater, era como se batesse em ferro no fim desses 2 cm! Vamos ver…

Se gostei? A malta desta organização é 5 estrelas, é impossível dizer que não. Se voltava? Assim que tenha suspensão 🙂

Strava:

Volta Refrescante

O aviso amarelo no distrito de Leiria para Segunda-feira prometia um dia chuvoso, ventoso e tudo o mais, no entanto, e porque tinha uma folga para hoje decidi fazer-me à bike e arriscar numa volta. Tinha acabado de sair de casa uns 20 metros e surge o primeiro problema! O meu pedal esquerdo estava completamente desapertado e a cair, estes já à muito que andavam a ameaçar e ontem deram o último berro, a solução rápida foi a substituição destes por outros que uso na bike de estrada, problema resolvido, lá fui tranquilo em direcção a Albergaria dos Doze pela estrada de Entre-Vinhas…

Não pegava numa bike há cerca de semana e meia queria experimentar o corpo mas sem grandes aventuras, decidi fazer um pouco dos “estradões” de terra de Albergaria dos Doze em direcção à Pipa, já aqui continuei por terra em direcção aos Ramalhais, nesta fase apanhei alguma chuva, daquela que molha pouco mas aborrece. Esta ligação acabou por ser “porreirinha” dado que andei um pouco em modo aventura na descoberta de novos trilhos/caminhos 🙂 acabando por passar nalguns sítios pela primeira vez, nesta zona e perto de casa começa a ser difícil isto acontecer…

Fui terminar a volta descendo ao Cabaz Florido, para quem não conhece fica à meia encosta oposta da estrada do Vale, aqui a pedra abunda e estava molhada o que me levou a fazer aquilo nas calmas para não haver trambolhões, a pedra da Sicó com chuva escorrega que se farta!

Acabei a volta com cerca de 50 quilómetros, ver se lhe consigo pegar de novo esta semana nem que seja por uma hora, no fim-de-semana vem o Raid Vilaventura onde irei participar e sinto que preciso de mais um “treininho” para a coisa.

Fotos:

Strava:

Sempre bom regressar ao Vale do Poio, Redinha

Já fazia tempo que tinha em mente um regresso ao Vale do Poio, hoje foi o dia. Já fui a muito sítio, mas aqui consigo arranjar uma certa paz e calma que aqui à volta não se encontra facilmente, só mesmo aqui! Para quem nunca visitou aconselho, não é obrigatório ir de bicicleta ou a pé, tem bom acesso de carro pela aldeia do Poio, depois e aí sim aconselho uma caminhada pelo canhão do Poio. Vale muito a pena, muito mesmo.

Para terem uma ideia na encosta oposta onde me encontrava ao chegar andavam a fazer escalada, o silêncio é tanto que facilmente ouvia as pessoas a falar do outro lado, foi mais difícil situá-los pelo olhar do que pela audição, incrível.

Fiz um pequeno vídeo que dá para perceber um pouco do que aquilo representa, pelo menos, acho eu! Mas o melhor é visitar…

Fotos:

Vídeo Youtube:

Strava:

Volta Tranquila pelo Sicó

Acordar bem cedinho e pedalar! Hoje não estava previsto, custou a sair de casa, mas depois, impecável! Foi uma voltinha tranquila, sempre nas calmas por terras de Sicó, na margem sul, passagem pela Aldeia do Vale, Urqueira, Ramalhais, Abiúl e casa.

Esteve uma neblina matinal fantástica, boa temperatura e umas uvas pelo caminho que sabiam a mel. Muito bom!

Fiquem-se com as fotos!

Strava:

Passeio a Foz de Alge, Dornes e Ferreira do ZÊzere

O dia hoje começou bem cedo, tinha para hoje reservado fazer um percurso até ao Rio Zêzere, circular um pouco nas margens e regressar, o percurso criei em GPS já faz muito tempo, estava na altura de ir ver o que dava.

As primeiras pedaladas foram em direção a Ansião, até aqui tudo tranquilo, conhecia o percurso, acabei por fazer o habitual. A partir de Ansião começavam as novidades, segui em direção a Chão de Couce, parecia uma aldeia deserta, não sei se pela ainda hora se será assim todo o ano, já não vinha aqui desde os meus tempos de jogador de bola 🙂 , soube bem rever esta aldeia, bonita por sinal.

Os problemas surgiam após esta passagem, subidas atrás de subidas e rio Zêzere nem vê-lo, mas como existe sempre um final para tudo, foi na última subida (a mais dura) que o GPS acusava água 🙂 , estava perto. A descida foi feita em flecha, e eis que me deparo com uma imensidão de água bem lá no fundo de cor verdadeiramente verde claro, para primeira visão nada mal, muito bonito o enquadramento. Acabara de chegar a Foz de Alge!

Foi a partir daqui o grande momento do dia, percorri a GR33 junto do rio, uns metros acima, que me proporcionavam imagens espetaculares, estava verdadeiramente feliz nesta fase do trajeto, já tinha percorrido nesta fase cerca de 70 Klm’s. O passeio ribeirinho levaria-me a Dornes, outra bela localidade com uma enorme bacia de água, notei que aqui se pratica imensos desportos náuticos, deve ser um mimo brutal fazer aquele rio de barco.

Dornes ficou para trás, com ela ficou o rio, os sentido da bússola mudava para Sudoeste, era tempo de chegar a Ferreira do Zêzere, fazer caminho de casa, nesta fase ainda pelo GR33 (Rota a ter em conta). O caminho de volta revelou-se logo de início, previa que iria ser durinho, fui confirmando, não foi canja chegar a Ferreira do Zêzere, ficaram para trás alguns montes, água começava a faltar, fontes nem vê-las, nem cafés, mercearias, nada. Foi com enorme alivio que cheguei a Ferreira do Zêzere, senti aqui a primeira brisa de casa 🙂 , fiz uma invasão rápida ao Dia (supermercado) onde reforcei com 3 litros de água, estava a zeros, café, bolo e siga.

A partir daqui o caminho apontou ao Agroal, ou perto, estive mesmo lá perto, faltava Caxarias, Espite e Memória, desconhecia era a Urqueira, após Caxarias e foi a partir desta localidade que tudo se complicou. Às tantas dei por mim num estradão que era um verdadeiro areal, pedalar, sem hipótese, solução? À pata, mas muito, mesmo muito, como se não chegasse enganei-me no trajeto, sim é possível enganos mesmo com GPS, voltar para trás estava fora de questão, já via areia por todo o lado. Picada aqui, picada ali, a apontar de novo a olho ao trajeto lá acabei por voltar a colocar-me no track. Estava perto de Espite já, quase quase em casa.

A subida para a Memória que já não fazia à anos foi feita nas calmas, esqueçam, mesmo fresquinho faria nas calmas, é dura “pa caraças”, estava finalmente na Memória, agora era praticamente sempre a rolar até casa, ou a descer.

Cheguei a casa por volta das 17:00, alma cheia, foi um bom dia de bike….

A próxima aventura? Está no forno, a ganhar cor…. 😉

Fotos:

Strava:

À descoberta do Coentral

O dia ontem (sábado) começou bem cedo, às 7:00 da manhã estava já em cima da bike rumo à aldeia do Coentral, em Castanheira de Pêra. Tinha desenhado o track em casa, através do Google Maps e incluía passagem por Ansião, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pêra, Lousã, Miranda do Corvo, Penela, Rabaçal e casa, estava previsto uma barrigada de bike.

Até Ansião fiz bastante alcatrão pelo caminho comum quando para lá vou de bike, as surpresas estavam guardadas para depois, e foi a partir de Ansião, ainda por alcatrão que entrei rumo ao desconhecido. Ao aproximar-me de Figueiró começaram a aparecer os primeiros troços de terra batida, juntamente com os “problemas”, aquela que até ali se mostrava uma volta rolante tornou-se a partir daqui mais dura, foi sempre no “mato” até esta vila (Figueiró).

Chegado a Figueiró pensava como seria o troço até Castanheira, estava a prever o pior mas enganei-me, foi sempre a rolar por alcatrão pela nacional 236-1 (julgo), foi um salto até Castanheira de Pêra, cheguei por volta das 11:00 da manhã a esta localidade, aproveitei para comer aquela que terá sido por ventura a pior bifana alguma vez feita em Portugal, mas pronto, acabou por saber bem, sabia que a partir dali até à Lousã seria difícil encontrar sítio para comer ou comprar água.

Foi após Poço de Corga em Castanheira que surgiu a primeira grande subida, 7Klm’s sempre a trepar até ao parque eólico de S.António das Neves, as horas passavam e a visita ao Coentral começava a ficar comprometida, estava a ficar muito tarde, e optei por não descer para a aldeia, fiz o contorno da Serra em direcção ao Trevim, ou lá perto, nesta fase ainda deu para banhos e enganos no trajecto, obrigando-me a uma subida imprevista a pé por um corta fogo, tinha sido escusado mas na altura foi a opção que tomei. 🙂

Já no alto da Catraia, na Lousã desci para a vila por Alcatrão, passando pelo Candal, estava sem água e já com pouco dinheiro, era a alternativa a não passar sede 🙂

Meti os pés na Lousã às 14:55, já com cerca de 96Klm’s feitos, faltava o regresso a casa. Este foi feito a uma ritmo médio pelo caminho que costumo utilizar, quase na sua totalidade por alcatrão, o track ainda me tentou desviar mas não havia condições, estava cada vez mais “morto”. Pelo caminho parei em quase todos os apeadeiros para sumos e águas, bebi mais de 5 litros de líquidos nesse dia, de certeza 🙂

A chegada a casa fez-se pelas 18:30, com 166,5Klm’s nas pernas, a previsão era de 138, também não foi muito mais.

Uma dia que era para ser normal, que se tornou “Epic”.

Fotos:

Strava:

Cereja em cima do bolo

Nada o faria prever mas este fim-de-semana foi cheio de pedal, mesmo…. O sábado foi passado no sitio do costume, com os suspeitos do costume os BTTralhos. Novamente e durante a tarde fizémos o nosso BTT, a ideia era visitar o rio Nabão (mais uma vez) e a missão foi cumprida, foram cerca de 52Klm’s do melhor.

Como não fiquei satisfeito de Sábado, no Domingo fui fazer um passeio organizado pelo N.A.D.A, de Albergaria dos Doze, fui de casa de bike até Albergaria. O passeio tinha 30Klm’s e era feito na totalidade por caminhos de pinhal à volta da freguesia de Albergaria, o passeio era bastante acessível, apesar de já ir meio chumbado de Sábado, fui num ritmo calmo sem garndes pressas.. Bota, mais 54Klm’s na pele!

Para terminar o fim-de-semana extra do feriado, na Segunda fui para a Lousã, “alones”, a ideia era ir fazer um track de 60Klm’s que saquei do GPSies. Nos primeiros 20Klm’s só fiz à volta de 1000 metros de acumulado! Após chegar ao ponto mais alto da serra da Lousã no Trevim, rumei em direcção ao S. António das Neves. O percurso que fiz já tinha feito no Geo-Raid da Lousã à uns anos, foi bom fazer a volta de novo, belas lembranças. Chegado à Lousã, mais 59Klm’s na pele!

Muito BTT este fim-de-semana, dormi à noite que nem um bébe!

S. João do Deserto

Ontem sai de casa direcção Ansião, de bike! A ideia era ir fazer um percurso via GPS que um colega de lá me passou, já à muito que não ia ao S.João do Deserto em Penela e apetecia-me lá voltar, o track cruzava por lá. Cheguei a Ansião já bem quentinho 🙂 a partir daqui começavam as novidades e a incerteza sobre o que o trajecto me reservava. O percurso inicial foi meio complicado, muita subida acumulada sem tempo para rolar, vi-me literalmente à rasca para chegar ao topo dos montes que me iriam fazer chegar ao objectivo principal do dia. Finalmente lá cheguei a S.João do Deserto que é sem dúvida um sítio onde perdes o fôlego, muito bom mesmo.

A partir daqui tinha ainda muito klm a percorrer, direcção à Lousã, andei praticamente sempre em sítios onde nunca tinha passado, até deu para correr ao lado de veados em liberdade 😉 Foi um dia muito comprido mas que tenciono repetir a seu tempo!

Agradeço ao Tiago Lopes pelo belo track que me arranjou, valeu a pena e as galinhas!

Olho do Tordo

Este Sábado como de costume foi tarde de BTT com os BTTralhos, saímos por volta das 14:30 como de costume e fomos até à nascente do rio Tordo. Como sempre demorei a meter os reactores com gás, mas passado a primeira hora comecei a sentir-me bastante melhor. A volta contabilizou uns 55Klms, estou a começar a ganhar forma de novo, senti-me bastante menos empenado e a conseguir por várias vezes juntar-me ao grupo da frente.

Hoje, Domingo, optei por uma volta bastante mais suave pela Sicó, tudo nas calmas, sem stress e deu para encontrar alguns amigos pela serra fora, conhecer uns novos trilhos que andam a abrir e trocar impressões.

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