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II Caminhada Solidária Naturidade – São João do Deserto, Penela

cartaz

No próximo feriado de 10 de junho – dia em que se celebra o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas – a Unidade de Cuidados Continuados de Penela – Naturidade – vai organizar uma caminhada com destino ao S. João do Deserto, o ponto a mais altitude do concelho de Penela.

O ponto de encontro vai ser junto à Unidade, nas Serradas da Freixiosa e vai incluir o almoço, um reforço alimentar durante a caminhada e uma t-shirt. A Câmara Municipal de Penela apoia este evento.
As inscrições ou pedidos de informação podem ser realizadas através do email da Unidade – geral@naturidade.pt ou através do email dos Bombeiros – geral@bvpenela.pt

Tratando-se de uma caminhada solidária, o valor angariado pelo evento será doado na sua íntegra à nossa Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários.

Mais info em: http://www.bvpenela.pt/pagina-principal/35-bombeiros/3258-de-que-estas-a-espera-inscricoes-abertas-ate-dia-7

Pedra da Ferida, Espinhal, Penela

Visitar a Pedra Ferida no Espinhal para mim é sempre motivo de satisfação, ali sinto-me fora de Portugal, isolado só em conjunto com uma natureza viva, misteriosa e que flui por todo o lado. Muitos consideram que este sítio deva permanecer em segredo, pessoalmente acho que este sítio deve ser divulgado, é de um interesse enorme, deve ser preservado é certo mas ao mesmo tempo visitado.

O ponto chave desta área são as cascatas ou a cascata, mas a subida é sinuosa, traiçoeira e deve ser feita com o máximo cuidado, à medida que vais progredindo o trilho torna-se mais escorregadio e trabalhado, as escadarias são de xisto, lavadas pela água que ali se acumula por todo o lado, exige-se atenção, não aconselhável para crianças menores e irrequietas, por vezes avanças com grandes precipícios à tua beira, é necessário cautela.

Ontem e como sempre foi um bom dia para ir à Pedra Ferida!

Fotos:

Lousanaika

Bem, à dois anos atrás não pensava de todo voltar à Lousã, pelo menos indo de bike, de Vermoil até lá e voltar! No entanto ontem enchi-me de coragem e decidi ir, era para ter ido no Sábado com amigos, não deu, fui ontem, sozinho. Tinha pela frente cerca de 130Klm’s para fazer, grande parte em Btt.

Gps na bike, uma bifana, água, 4€ e lá fui eu, arranquei por volta das 8:30 da manhã, sem medos, tinha o dia inteiro por minha conta. Os primeiros quilómetros foram feitos em alcatrão, até aos Ramalhais, a partir daqui comecei a apanhar uns estradões de terra batida até à Vila de Santiago da Guarda, das últimas vezes que tinha ido à Lousã nunca tinha ido por aqui, fazia sempre muito mais alcatrão até ao Espinhal, daí comecei a ficar um pouco assustado de estar a “perder” algum tempo logo ao início.

Lá consegui deixar S. Tiago da Guarda para trás e nesta fase fiz um bom bocado de alcatrão até ao Espinhal, sempre a rolar ou a descer, o Espinhal dá o início das grandes subidas até à Lousã. Chegado ao Espinhal já com perto, ou mesmo duas horas feitas parei para um bolo e um cafézinho, precisava de parar para me mentalizar da dureza que iria surgir agora. Gastei os últimos minutos no Espinhal para umas fotos. Sem perder muito mais tempo arranquei e ao fim de 200 metros já estava a entrar nas subidas que me iriam acompanhar até às piscinas da Louçainha, é efectivamente uns bons quilómetros a subir, por vezes bastante inclinados, mas nem tudo é mau aqui, a vista para o vale da Pedra da Ferida acaba por compensar todo o esforço, para mim não são subidas para fazer a correr, são para se ir moendo nas calmas e apreciar as vistas. Passado um bom tempo lá cheguei às piscinas da Louçainha, foi uma sensação de alívio e de dever cumprido, a parte mais dura do percurso ou o pior estava quase a acabar, faltava-me só o estradão que me levaria até ao alto da Catraia na Lousã, nos 900 metros de altitude.

Sem demoras fiz-me na direcção do alto da Catraia, por um estradão no meio da serra onde por vezes se tem a oportunidade de ver veados em liberdade, foi rara a vez que ali passei que não os tenha avistado, à sempre uma excepção e ontem acabei por fazer esse troço todo sem vestígios deles! Foto aqui, foto ali, 13 horas estava no alto da Catraia, já com uma bifana que levei no estômago. O track gps que me deram fazia a descida até à Lousã pelas pistas de DH! Ponderei descer por estrada até à Lousã mas acabei por ir fazer as pistas. Ainda bem que assim foi pois ainda curti à brava por aquela serra abaixo! E o melhor é que nunca caí apesar de várias ameaças!

13:30 Lousã, Vila! Café, reabastecer água e siga fazer caminho de casa. Saí da Lousã pelo caminho de ferro até Miranda do Corvo, foi a primeira vez que fiz por aí, tira uns bons quilómetros à volta tal como eu a conhecia e ganhamos algum tempo.

Após Miranda do Corvo faz-se caminho por um vale até Penela, com pouco a contar, sempre rolante, em alcatrão. Com o cansaço cheguei a Penela sem me aperceber, de repente levantei a cabeça e avistei o castelo lá no alto. Numa volta deste género e apesar de em Penela estar ainda a dezenas de quilómetros de casa é como que já tivesses chegado a casa…incrível, boa sensação!

Em Penela fazes uns topos que apesar de curtos já doem, derivado do elevado número de quilómetros que trazes nas pernas. O objectivo é chegar o mais rápido possível à fábrica dos congelados de Penela, a partir daqui tens uma longa descida até ao Rabaçal, feita por caminhos florestais. No Rabaçal aí sim, já te sentes mesmo em casa, foi hora coca-cola, e fazer caminho até Pombal. Subida aqui, descida ali, mais dor menos dor, cheguei ao cimo do Sabugueiro, com aquela vista fabulosa sobre toda a Sicó a Sul, e o vale de Pousadas Vedras em baixo, as subidas até casa tinham acabado aqui, era agora tempo de rolar sempre nas calmas até casa. Neste intervalo ainda consegui que me vendessem um café por 0.35€ (não tinha mais dinheiro), tiveram pena de mim quando me viram de certeza!

Cheguei a casa às 17:30, com mais um grande dia de btt nas pernas e mente. Venha a próxima!

Fotos:

Strava:

S. João do Deserto

Ontem sai de casa direcção Ansião, de bike! A ideia era ir fazer um percurso via GPS que um colega de lá me passou, já à muito que não ia ao S.João do Deserto em Penela e apetecia-me lá voltar, o track cruzava por lá. Cheguei a Ansião já bem quentinho 🙂 a partir daqui começavam as novidades e a incerteza sobre o que o trajecto me reservava. O percurso inicial foi meio complicado, muita subida acumulada sem tempo para rolar, vi-me literalmente à rasca para chegar ao topo dos montes que me iriam fazer chegar ao objectivo principal do dia. Finalmente lá cheguei a S.João do Deserto que é sem dúvida um sítio onde perdes o fôlego, muito bom mesmo.

A partir daqui tinha ainda muito klm a percorrer, direcção à Lousã, andei praticamente sempre em sítios onde nunca tinha passado, até deu para correr ao lado de veados em liberdade 😉 Foi um dia muito comprido mas que tenciono repetir a seu tempo!

Agradeço ao Tiago Lopes pelo belo track que me arranjou, valeu a pena e as galinhas!

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