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Vermoil, passeio em BTT curtinho

As duas últimas semanas têm sido de chuvadas atrás de chuvadas, não pegava na bike faz hoje 15 dias, muito devido à chuva mas também por falta de apetite, hoje decidi que iria dar uma voltinha, a ideia era algo curtinho só para esticar as pernas, pretendia ir até à Aldeia do Vale na Sicó e descer pelo Vale, só para ver se o ribeiro que geralmente está seco trazia água e em que quantidade!

Após sair de casa e passados 2 quilómetros coloquei a ida à Sicó logo de parte, rajadas de vento enormes e nuvens bastante ameaçadoras no horizonte fizeram ficar-me pela zona de Vermoil, por aqui iria visitar alguns ribeiros e ver o caudal das águas, um pouco por todo o País os rios transbordaram e queria ter noção da realidade aqui ao pé de casa.

Fui visitando o rio Arunca em diversos pontos, trazia de facto água como normalmente não se vê, tudo o que é ribeiro caminha também no limite, terras encharcadas completamente por todo o lado, felizmente ao que parece a chuva irá dar tréguas, pelo menos durante esta semana que vem, ver se aproveito para recuperar algum tempo não perdido mas não aproveitado a pedalar.

Fiquem-se com as poucas fotos e dados, fiz também um pequeno vídeo num dos açudes, metia algum medo! 😉

Fotos:

Vídeo:

Strava:

BTT Madeira, um problema que se estende ao Continente

Este problema aqui referido no vídeo não será exclusivo da Madeira, mesmo doendo a muitos a grande verdade é que a abertura de “trilhos” e single-tracks à “balda” sem manutenção e sem cuidado, pode originar de facto graves problemas ambientais, acreditem. O problema passa por norma bem ao lado dos “engenheiros”, geralmente a abertura de pistas/trilhos e outros são efectuados em terreno alheio, muitas vezes baldios, os resultados sempre negativos do uso intensivo por parte do BTT destes não são visíveis num futuro próximo, mas a verdade é que estas “pequenas” alterações são graves passados alguns anos, mesmo sendo estes percursos abandonados, a “asneira” fica lá sempre.

Não sou radical neste aspecto, uso single-tracks, se se podem abrir? Acho que sim, mas de forma responsável e de forma a que o impacto seja mínimo, não amanhã, mas daqui por 100 anos…

P.S. Cavar todos conseguimos, plantar couve já não é para todos!

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PRATICANTES DE BTT DIZEM PERSEGUIDOS PELOS SERVIÇOS FLORESTAIS

Publicado por RTP Madeira em Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2016

IX Raid BTtralhos – Bodo das Castanhas, Vermoil

O BTtralhos irá realizar a 25 de Outubro a sua IX edição do Raid BTtralhos, fica feito o convite para todos os que se queiram juntar num grande dia de BTT em ambiente de festa. Consultem tudo em http://www.bttralhos.net

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Volta Refrescante

O aviso amarelo no distrito de Leiria para Segunda-feira prometia um dia chuvoso, ventoso e tudo o mais, no entanto, e porque tinha uma folga para hoje decidi fazer-me à bike e arriscar numa volta. Tinha acabado de sair de casa uns 20 metros e surge o primeiro problema! O meu pedal esquerdo estava completamente desapertado e a cair, estes já à muito que andavam a ameaçar e ontem deram o último berro, a solução rápida foi a substituição destes por outros que uso na bike de estrada, problema resolvido, lá fui tranquilo em direcção a Albergaria dos Doze pela estrada de Entre-Vinhas…

Não pegava numa bike há cerca de semana e meia queria experimentar o corpo mas sem grandes aventuras, decidi fazer um pouco dos “estradões” de terra de Albergaria dos Doze em direcção à Pipa, já aqui continuei por terra em direcção aos Ramalhais, nesta fase apanhei alguma chuva, daquela que molha pouco mas aborrece. Esta ligação acabou por ser “porreirinha” dado que andei um pouco em modo aventura na descoberta de novos trilhos/caminhos 🙂 acabando por passar nalguns sítios pela primeira vez, nesta zona e perto de casa começa a ser difícil isto acontecer…

Fui terminar a volta descendo ao Cabaz Florido, para quem não conhece fica à meia encosta oposta da estrada do Vale, aqui a pedra abunda e estava molhada o que me levou a fazer aquilo nas calmas para não haver trambolhões, a pedra da Sicó com chuva escorrega que se farta!

Acabei a volta com cerca de 50 quilómetros, ver se lhe consigo pegar de novo esta semana nem que seja por uma hora, no fim-de-semana vem o Raid Vilaventura onde irei participar e sinto que preciso de mais um “treininho” para a coisa.

Fotos:

Strava:

Por Vermoil

Parte da tarde dedicada à fotografia de natureza, por Vermoil.

A voltinha pela Sicó (Domingueira)

O dia hoje começou cedinho. A volta foi de btt pela Sicó. Fiquem-se com as fotos do dia, numa pedalada que me levou pelo meio da serra até à aldeia do Sabugueiro, bem no topo desta serra. Fiquei 3 dias sem andar e senti-me um pouco “preso”, a semana que se segue vem juntamente com uma aventura agregada. Siga!

Fotos:

Strava:

Salto ao Agroal

gitane bike

Hoje e a convite do Sr. Manelito programei uma visita por estrada ao Agroal, tinha feito esta volta à uns meses, ele gostou da ideia e assim ficou decidido o destino. As previsões eram de 82Klm com uns pequenos 1500m D+.

Os primeiros passos foram rápidos, rumo a Albergaria dos Doze, junto à linha, rolava-se a bom ritmo, estávamos cientes que após Albergaria iria começar um sobe e desce, não muito duro, mas a moer. Foi assim até ao Casal dos Bernardos, após esta localidade voltou-se a rolar a bom ritmo até ao nosso destino, o Agroal. Por ser Sábado e época de imigrantes estava tudo a abarrotar, fizemos uma breve paragem para descanso e fizemo-nos de novo à estrada, rumo a Ourém.

Logo após a saída do Agroal enfrentamos a primeira grande subida do dia, nada de muito duro, mas a fazer mossa, em cada 10 metros o Manel dava-me 20 de avanço. Ficou a fazer “piscinas” no topo à minha espera, também não foi nenhuma hora…

Uma cola pelo meio num café cheio de agitação onde o dono estava à sesta na esplanada, tivemos de o acordar para nos servir a cola :). Estávamos perto do fim do mundo aqui!

O castelo de Ourém tardava a aparecer, por isso foi com dupla felicidade que o avistamos, “tava a ver que não aparecia”, dizia o Manel! Eu já o tinha pensado à muito 🙂

Saímos de Ourém logo com uma grande picada, por forma a fazer a estrada mais pelo interior e evitar o trânsito, a subida custa mas coloca-nos logo no topo, tornando o percurso após esta fase tendencialmente rolante, tirando uma ou outra “subidita”. Foi quase um sopro a chegada à Caranguejeira, faltavam cerca de 20Klms até casa. Tempo de nova Cola, um reforço com umas barras manhosas do Manel, que souberam a mel, o homem já se vinha a queixar com fome. Eu já vinha cheio dela, mas sem apetite, nem sabia que isso era possível.

Agora já sentíamos o “cheiro” a casa, faltava a maldita subida das Colmeias ao Barracão, acabou por se fazer nas calmas, pelo menos para mim, já estava a “tremer” das pernas nesta fase.

Terminei com 90Klms julgo, um bom empeno e uma volta a ter em conta, gostei 5 estrelas!

Strava:

Se não te apetece, vai.

Fazia hoje sensivelmente uma semana que não pegava em nenhuma bike, nem olhar para elas, são dias…mas hoje, ao fim do dia de trabalho decidi mesmo contra vontade dar uma volta. As voltas ao fim de dia podem tornar-se enfadonhas, chatas, sem história, percorremos muitas vezes os mesmo percursos vezes sem fim, o tempo não permite muito mais durante a semana, era esse mesmo motivo que hoje me estava a impedir de sair, afinal era mais uma volta pela Sicó, só isso…

Saí de casa por volta das 19:00, rumei em direção a Pombal com a ideia de já nesta cidade apanhar o Cabaz Florido, sítio onde gosto muito de passar e assim nada seria tão “chato”, o resto logo se via. O céu e horizonte hoje apresentava uma cor alaranjada, não estava muito muito a ser tão igual como costume, decidi que seria algo mesmo na “descontra”, sem pressas e esta terá sido a melhor ideia que tive até hoje.

Ao entrar na serra tentei ver as coisas de maneira diferente e imaginar que seria a primeira vez que lá passaria, o ambiente estava diferente, não sei, a famosa diagonal que liga o cabaz florido à aldeia do vale, esse single “maldito” acabei por fazer pela primeira vez sem pôr o pé no chão, a descontração era total.

Depois veio a aldeia do vale, onde já passei, talvez umas 3500 vezes, mas hoje estava diferente, até as casas, as renovadas estão muito bem integradas na aldeia e no seu ser, nunca tinha reparado nisso, o turismo rural, sim, aqui parece que funciona, vêm pessoas de fora usufruir disto e eu que sou de cá nunca lhe terei dado o devido valor? A parte “chata” foi a subida para o pesadelo da serra, a pedreira, aqui sim, tudo igual, como ontem e como amanhã, o buraco é enorme, nunca mais tem remédio, enfim! P.S. E apresenta perigo, a meu ver…

O final da volta pela serra foi e para finalizar em grande pelo vale a sul do eco, aqui sim, hoje passei lá à hora certa, as cores estavam sublimes, fiquei impressionada em como aqui tão perto, tenha afinal coisas tão “cool”. A natureza apresenta-se sempre de forma diferente, nós só temos de fazer as coisas de forma diferente também.

Moral da história, por vezes um mau dia, poderá ser um excelente dia. Se não te apetece vai, podes confirmar.

Fotos:

Strava:

4º BTT Nocturno BTtralhos

btt nocturno bttralhosDistância: 30 Km (+/-)
Altimetria: 700 m (+/-)
Zona: Vermoil ( limites de freguesia )
Dificuldade Física: 3 (0-5)
Dificuldade Técnica: 3 (0-5)

Preço: 5 morcegos (Inclui: Seguro, reforço e 1 sandes de porco no espeto + 1 bebida no final)

Tipo: Noturno ( obrigatório luzes de presença ), sem carácter competitivo, guiado por guias BTtralhos ou por GPS. (Irá ser disponibilizado o track em formato gpx na semana antes do evento)
Concentração: 21:00 H ( Matos da Ranha, Largo da capela e associação vizinhos e amigos)
Partida: 21:10 H (Quem se atrasar não há marcação do percurso com fitas, só por GPS)

Depois de feita a inscrição o BTtralhos tem à disposição dos participantes que assim o desejarem o NIB 0045 3463 40200780102 90 do Banco Caixa de Credito Agrícola Pombal para transferência cujo titular é Associação Vizinhos Amigos Matos da Ranha, e nos enviem o comprovativo de transferência para o email: bttralhos@gmail.com ou pagamento no dia.

Dicas e conselhos: – O trânsito vai estar aberto como em qualquer dia vulgar, logo atenção aos cruzamentos.

Obrigado pela vossa colaboração, dia 31 de Julho de 2014 pelas 21.00 h estamos juntos neste 4º Noturno Bttralhos.

Desafio BTtralhos 2015, sobrevivi!

11178251_874367895968021_5396123536627169753_n-001Realizou-se ontem em Vermoil mais uma edição do Desafio BTtralhos, a sétima. A participação é gratuita sendo o percurso guiado por GPS, as regras são simples, distância sempre superior a 100Klm’s e um acumulado “apelativo”, este ano tinha cerca de 2500m+, a mim pareceram 7000 😉

Em termos de participação julgo que estariam na ordem dos 100 “malucos” que não se intimidaram com os dados do percurso, para mais na Sicó, pedra sobre pedra (já lá vamos).

Arranquei com mais 3 colegas por volta das 8:15, o percurso no início levava-nos por caminhos florestais aqui da zona em direção à aldeia do Vale em Pombal, já na Sicó, até aqui tudo muito bem, apesar da pedra molhada e traiçoeira lá fomos rolante a um ritmo certo, não muito elevado mas certo. Na aldeia do Vale iriamos rumar em direção às Ereiras, cortando literalmente a meio a serra, as subidas eram algumas mas nada de grave, ainda frescos íamos animados com o percurso, após as Ereiras o percurso aliviou um bocado, menos pedra, mais estradões, a direção agora era para o moinho da Melriça e depois os do Outeiro, tudo muito calmo, sem stress, estava a pensar que este seria o desafio mais fácil até à data, para mais até ao Rabaçal onde chegamos por volta do meio-dia, nada de grave, tudo muito rolante mesmo.

Paramos no Rabaçal para almoçar, nós e muitos participantes, o almoço foi mesmo uma chanfana, como manda a regra, aqui o percurso dividia-se em dois, uma parte mais fácil direção a Vermoil e a parte do Desafio na integra, decidimos que iriamos continuar pelo desafio até dar, sinceramente não nos tinha custado nada chegar ao Rabaçal, tínhamos cerca de 47KLm’s aqui, faltavam 60…

O trajeto saia do Rabaçal pelos caminhos de S.Tiago, direção de Condeixa, tudo muito plano, mas gozo durou muito pouco, poucos Klm’s a rolar e surgiu a primeira dor de cabeça, uma subida enorme, verdadeira parede que para mim serviu como boas vindas ao Desafio, era o cartão de visita para o que vinha daí para a frente. No topo desta subida a minha “avózinha” começou a passar-se, sabia que tinha a corrente desgasta mas era péssima altura para me dar problemas. No topo do monte via-se a Srª do Círculo, um pouco mais ao alto, o caminho era para lá, descida aqui e ali mais singles e pedra a moer e estávamos na localidade do Furadouro. A partir do daqui apareceu outra parede que nos iria guiar até à Srª do Círculo, houve muito poucos que a fizeram na bike, parecia uma peregrinação a pé, a perder de vista, a minha bike cada vez mais salta-va na pequenina, não conseguia subir em mais nenhuma senão naquela mudança, eu e todos, estava a ficar de cabeça perdida, o corpo começou a ceder, estava tudo a começar a ser um verdadeiro desafio para mim…

O próximo “museu” a visitar eram as Buracas do Casmilo, até lá tudo bem, ia desgasto, mas ia, no Casmilo nova parede, não conhecia, os mesmos problemas na bike, tudo a pé, sinceramente também já não tinga força para mais, aqui estava tudo a ser um massacre, para mim e para a grande maioria, a peregrinação continuava, muito dura esta fase. Mas desenganem-se se pensam que o tormento acabou por aqui, faltava a capela de S.António, nas Degracias, lá bem no alto, conheço várias subidas para lá, subi por uma que não conhecia, ou parte dela, a fase inicial, quero ver se esqueço rapidamente, aqui tive mesmo um ataque de raiva, felizmente não tinha nenhuma marreta senão partia a bike toda, parou tudo literalmente a olhar para mim, uns riam-se outros choravam, dava para tudo….

Deu-se o milagre e lá cheguei à capela, tinha 70Klm’s feitos, faltavam 40 e eu a imaginar o que ainda iria lamber nesses klm’s. Nas Degracias fizemos pausa para uma Cola, felizmente que o percurso a partir daqui até à Redinha tinha espaço para rolar, o andamento aumentou, a Cola fez bem a todos, mas o percurso ajudou bastante. Estávamos agora na Sra da Estrela, na Redinha. Daqui fomos fazer mais uns singles a descer onde fomos apanhar dois companheiros que estavam também no evento. Quando nos viram e se aperceberam que eramos da zona, quase que imploraram: “Indiquem uma estrada de alcatrão para Vermoil, não conseguimos mais” 🙂 eheheh, lá os conseguimos convencer a vir connosco, mais um pouco, as grandes dificuldades estavam já bem para trás, desistir ali era como morrer na praia.

Esta fase foi repleta de singles, em plano, a descer, a subir, era como se queria, já não eram eles que queriam alcatrão para Vermoil, era eu! Estava a morrer, literalmente, foi então que após a chegada a Pousadas Vedras decidimos vir por alcatrão até Vermoil, evitávamos assim, alguns topos chatos, o sentimento nesta fase de todos era de missão cumprida, chegava!

A chegada a Vermoil foi por volta das 19:20 julgo, foram quase 12 horas de bike, um dia inteiro. Já em casa a jantar e de janela aberta vi pessoal a chegar por volta das 21:00! 🙂 Este ano o percurso dividia-se literalmente em duas partes, até ao Rabaçal e o após, duas coisas completamente distintas, duas realidades diferentes, mesmo.

Não posso acabar sem deixar uma palavra de amizade aos meus 3 companheiros, tenho a certeza que depois dos problemas que tive, ficando para trás, teria desistido, ou até morrido! 🙂

Fotos:

Strava:

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